segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

domingo, 2 de dezembro de 2007

Acabou... e começou

Acabou o Brasileirão 2007, mas o sofrimento da Nação Corinthiana apenas começou.

O Corinthians já pegou o expresso para o Inferno, um comboi que só tem segunda classe. Nós todos estamos lá.

O futebol nos afeta a todos muito mais do que gostaríamos de admitir. Amanhã o dia será insuportável. E depois só piora.

Mas agora, que estamos nessa situação sem volta, cabe dizer: vamos pagar os nossos pecados e voltar limpos. Vamos deixar para trás toda a lama na qual Dualib e sua corja maldita nos enfiaram. Máfia russa, nunca mais.

O Corinthians vai voltar a ser Corinthians.

We'll be back. Aguardem.

O que f* é o Corinthians depender apenas de si mesmo

É preciso concentração.

Volto no final.

O APITO AMIGO É VERDE

Duas vezes? Ah não.

15 minutos de trégua

Mas daqui a pouco tem mais 45 minutos de sofrimento.

O Brasil inteiro deve estar vendo nossa Via Crúcis. Pelo menos isso: vamos ser os campeões do Ibope.

Vai acabar o 1o. tempo

E nada muda: três empates nos três jogos que interessam.

Af............

Felipe Eterno

Segundo Mauro Naves, amanhã Andres Sanchez começará a consertar a casa. Primeiro passo: renovar com o herói (seja lá o que aconteça hoje) Felipe.

Espero que seja apresentado um contrato vitalício.

PQP

Alguém aí acreditava num gol do Clodoaldo?

E no mesmo minuto que o Goiás empata no Serra Dourada?

VAI, CORINTHIANS!!!!!!!!!!!!!

Agora:

Corinthians - 44 pts
Goiás - 43 pts
Paraná - 42 pts

Só vai acabar quando acabar, amigo.

Exigências

Criminosos libertam uma das vítimas mantidas como refém em SP

Isso porque a primeira exigência foi atendida: o Inter está ganhando.

O horror, o horror...

O Corinthians não consegue dar um passe, um chute, criar uma jogada; não consegue gerar uma boa idéia que seja.

De fato, depender só de si mesmo é o pior que poderia ocorrer ao time.

Ao menos achei um pote de batata frita com tempero de cebola.

Quadro atual

Corinthians - 43 pts
Goiás - 42 pts
Paraná - 42 pts

GOL DO CORINTHIANS NO SERRA DOURADA

Quer dizer, gol do Inter.

E agora o Nelsinho tem alguma reação. No gol do Grêmio, ficou quietinho.

Que porra de técnico é este?

Um boneco de posto passaria mais vibração para o time.

Enquanto isso...

... Goiás e Paraná são dominados por Inter e Vasco. Mas nada de gols.

A vedadeira torcida que canta e vibra

A torcida do Corinthians canta mais do que a torcida do Grêmio.

Somos todos uns sem-noção, mesmo.

Conheça o Brasil com o Timão

Se mantiver esse resultado, o Corinthians ano que vem joga na Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Goiás, Ceará, Santa Catarina, Alagoas e Distrito Federal.

Começou... a acabar

23 segundos e a primeira falta para o Grêmio. 1 X 0

E a esperança começa a morrer.

O time final

Saiu o time (da queda ou da salvação):

Felipe; Fábio Ferreira, Zelão e Betão; Carlos Alberto, Moradei, Bruno Otávio, Vampeta e Everton; Lulinha e Clodoaldo.

Vampeta é o nosso armador. O Falcão disse que está certo.

Acho que ele também não esqueceu 2005.

Apito amigo?

Paraná com um a menos.

E o Corinthians finalmente entra, 20 minutos atrasado.

Minuto de silêncio atrasado

Nunca tinha visto isso: no Parque Antarctica, fizeram um minuto de silêncio com o jogo já em andamento.

Os caras se esqueceram das vítimas da Fonte Nova. Que absurdo, era melhor nem ter feito.

Mau sinal

O jogo nem começou e meus chocolates já acabaram.

Acho que vou engordar uns quatro quilos hoje.

Só falta o Timão

Paraná e Goiás já em campo, bem como Vasco e Inter.

E assim como o Grêmio.

Falta só o Corinthians. Adianta esta bobagem de atrasar o jogo?

Arranca-Toco ao vivo

A partir de agora, cobertura ao vivo da rodada.

Para quem tem NET: Corinthians no 18; Paraná no 38; e Goiás no 39.

É hoje; é agora

São todos contra nós, e nós contra todos.

Os eternos rivais torcendo contra.

Os rivais mais recente fazendo força para cairmos.

A IMPRENSA MARRRROM querendo nos ver pelas costas.

Estamos sozinhos. Mais do que nunca.

Como um bicho ferido, acuado e sob a mira de um revólver.

Como um mosqueteiro sem espada.

São Jorge caiu do cavalo e sente o bafo azedo do dragão.

Corinthians, se você for para o Inferno, estaremos lá contigo.

E teremos prazer em levar alguns brasileiros, russos e iranianos junto.

Mas se der pra evitar, eu agradeço.

Livrai-nos do mal,

Amém.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Por que?

Juca Kfouri levantou, e bem, uma bola em seu blog. E acredito eu que sua dúvida é a mesma de muitos brasileiros. Replico aqui suas palavras:

"O craque brasileiro do Campeonato Brasileiro não é da Seleção Brasileira

Dos três jogadores indicados para o prêmio da CBF de craque do Brasileirão-2007, só um é brasileiro, o goleiro Rogério Ceni.
Os outros dois são o chileno Valdívia e o uruguaio Acosta.
Curiosamente, nenhum deles joga em suas seleções nacionais.
Valdívia por indisciplina.
Acosta por ser considerado velho.
E Rogério Ceni porque...
Por que mesmo?
Bem, Rogério Ceni não é da Seleção Brasileira porque...
Ora, Rogério Ceni não é da Seleção Brasileira porque o Dunga é o técnico da Seleção Brasileira.
E não me pergunte por que o Dunga é o técnico da Seleção Brasileira.
Porque eu não sei por quê!"

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Eu sei jogar futebol!

Sim, é verdade, eu sei jogar futebol. Acompanho o esporte desde criança, me aventuro semanalmente em campo, na defesa e no ataque, conheço os dribles, como tocar na bola e enganar os adversários. Me atrapalho um pouco na hora de colocar tudo em prática. Mas acredito que vocês, caros leitores, sabem como é, firmar os pés no chão, controlar a bola, pensar na jogada e prestar atenção no posicionamento, tudo ao mesmo tempo, não é para qualquer um.

Aliás, pessoalmente, conheci poucas figuras que realmente sabiam realizar tudo isso com desenvoltura. E fico feliz por ter visto algumas dessas pessoas em ação. Pena que esses artistas estejam em falta na TV, nas tardes de domingo.

Lá desfilam os pseudo-jogadores. Alguns “manés” que até levam jeito para a coisa, só que pensam, ou pelo menos se consideram, craques. Esses que, na Escala Fareana de Avaliação, seriam exemplares incomuns, beirando a extinção.

E é nos pés desses enganadores, hoje, que depositamos nossas esperanças. No papel do bendito fruto em campo, aquele para quem a torcida grita o nome, pesa a responsabilidade de liderar e levar o time a vitória. Nem todos possuem pernas para carregar tamanho peso.

A saída do Souza, domingo, no embate contra o Cruzeiro, foi creditada àquelas conjunções que colocam no colo de bons jogadores os melhores atos.

O pretenso craque não ficou satisfeito, mas eu gostei. Agora são apenas mais duas rodadas até o penta...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Melhor não entender cabeça de corinthiano

Sim, amigos, comemoramos muito o 0x1 contra o São Paulo. Era clássico, tinha tabu, Betão – que nunca havia vencido o time do Morumbi – fez o gol, enfim, estavam lá os ingredientes do épico. O senso comum ensina que é nesses momentos que a raça alvinegra dá resposta, que a gente se compraz é no sufoco, naquela escassa respirada. Tudo isso está certo. E claro que gostamos de ganhar. Mas celebraríamos se fosse contra o Íbis, porque é da nossa natureza sofrer mesmo.

Mas a situação atual nos leva a refletir sobre o emblemático time de 2005, símbolo de tudo o que se transformou o clube. Com exceção da comovente raça de Carlitos Tevez, não somos aquilo. Não somos grandes naquilo em que todos querem ser e que tem no São Paulo, no Barcelona, no Real e em tantos outros os melhores exemplos. Esse negócio de ter estádio, sócio-torcedor, pagar carnê para assistir jogos o ano inteiro é meio esquisito pra gente. Não fico confortável sequer com esses penduricalhos globalizados que são a marca da camisa e do patrocinador. Meu negócio é Finta e Kalunga.

Temos de aprender isso. Sejamos profissionais na grandeza de nossa modéstia. Somos grandes e quase imbatíveis numa outra zona da paixão futebolística, essa de geografia espraiada, superpovoada, de terreno pantanoso e peões rudes para desbravá-la com alegria. Misturamos isso mesmo, um espalhafato à italiana, uma feição trágica de mineiro, uma ginga à baiana, uns trompaços à gaúcha. Somos tudo isso em duas cores que não são nenhuma.

Somos vitoriosos assim, na vitória apertada ou na quase derrota.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

São Paulo ganha o campeonato fora

O São Paulo é o virtual campeão brasileiro, como ninguém duvida. E campeonato de pontos corridos ganha-se fazendo a lição de casa, certo?

Errado. Tomando como exemplo o time do Morumbi, fica evidente que é o desempenho fora de casa que diferencia o campeão das equipes de boa campanha.

Aliás, com a derrota para o Corinthians o São Paulo deixou de ostentar a melhor campanha entre os mandantes. Com 10 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, o time tem aproveitamento de 71,1%, idêntico ao do Santos, e inferior ao do Grêmio, que ganha 73,3% dos pontos no Olímpico.

A diferença, como fica claro, é muito pequena. Diversas equipes sabem aproveitar o chamado "fator campo".

É como visitante que o tricolor sobra. Tem 9 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas, um aproveitamento de 68,8% - melhor que muito mandante por aí.

Segundo melhor visitante, o Cruzeiro passa longe: tem 55,5% dos pontos.

Fica a lição para os técnicos que se acovardam: é jogando pela vitória fora de casa que se faz um campeão.

Vai entender uma p* dessas

Então vejamos:

- Em tabu de 4 anos e 13 jogos sem ganhar da bambizada;
- Um São Paulo líder isolado e virtual campeão;
- Um Corinthians na Zona de Rebaixamento;
- Um time com Gustavo Nery, o Velho Vamp (mais velho do que vamp) e Finazzi;
- Um golzinho aos 40 do 2° tempo, marcado pelo BETÃO!!!

Pois é, foi uma vitória corinthiana.

Isso livra o Corinthians do rebaixamento? Não, longe disso; o perigo ainda é real e imediato (chamem o Jack Ryan!!!), principalmente porque, se a sorte vem de um lado, vai do outro: os demais times dali de baixo (Atlético-MG, Inter, Goiás) continuam somando pontos.

Mas, sei lá, já é um começo. Além disso, quebrar esse maldito tabu e vencer dois clássicos no ano (há quanto tempo isso não acontecia, hein?) já serve, por enquanto, para a sofrida torcida corinthiana.

PS: Mas não se enganem: a pior fase da história do clube continua. Ainda não saímos das páginas policiais.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Troféu Animal

Para inaugurar outubro, o Troféu Animal está de volta. E desta vez não há miséria, tem “patada” para dar e vender. A primeira delas vai para este interlocutor, que ousou passar um mês afastado, e nenhuma justificativa estará à altura dos poucos, mas fiéis leitores.

E o nosso futebol tem nos provido pérolas de inabilidade, ou melhor, de habilidades não muito enobrecedoras. Vide o exemplo de Hugo, do São Paulo. Xingamentos e uma cusparada lhe renderam uma punição de dois jogos e 120 dias de suspensão, num momento crucial para o time, que busca manter a vantagem no Brasileirão e avançou para as quartas-de-final da Sulamericana. Mas no caso dele, ficar de fora é vantagem competitiva para o Tricolor.

Obina, o “craque” do Flamengo, segue pela mesma linha. Aguarda julgamento de recurso pela pena de 120 dias de suspensão anunciada pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, após cotovelada certeira no zagueiro Índio, do Internacional.

Outro que teve a reputação abalada foi o brasileiro Luiz Felipe Scolari. Em partida entre Sérvia e Portugal, no último dia 12, pelas eliminatórias da Euro 2008, o técnico lusitano desferiu um soco no rosto do zagueiro Dragutinovic. Foi suspenso por quatro partidas pela Uefa. A peleja já se encaminhava para o final quando o atleta sérvio se postava para cobrar lateral próximo ao banco de reservas português. Uma discussão teve início e o sérvio dirigiu-se a Felipão com dedo em riste, que logo teve qualquer argumento refutado com o direto.

A atitude gerou muita revolta entre os jogadores da Sérvia, que tentaram tirar satisfação com Scolari, mas os compatriotas portugueses amenizaram a situação e o árbitro encerrou a partida na seqüência. Portugal vencia a partida até os 41 minutos do segundo tempo, quando Ivanovic empatou, em posição irregular.

Já o atleticano Coelho se diz surpreso pela pena imposta pelo STJD. Como já retratado neste blog, o lateral-direito não perdoou o rival cruzeirense Kerlon, no clássico mineiro, durante a exibição do consagrado drible da foca. Há quem defenda “O Vingador” do Galo, há quem prefira a jogada de efeito, mas poucos concordam que a melhor forma de interromper o malabarismo seja a blitz, movimento comum no futebol americano.

Todos merecem, indubitavelmente, o Troféu Animal. Para encerrar, dedico ainda algumas linhas para homenagear o zagueiro santista Antônio Carlos. O atleta é o único a ganhar títulos estaduais por todos os quatro grandes clubes de São Paulo. Além de seis Campeonatos Paulistas, venceu quatro Brasileiros, uma Copa Libertadores da América e um Mundial. Em entrevista para a Gazeta Esportiva, ele se diz às vésperas da aposentadoria.


E diz mais, fala que se considera um dos três defensores mais técnicos nos últimos 20 anos(!). Raça, força física, agressividade e pontapés para todos os lados. Melhor parar por aqui... Pelo conjunto da obra, Antônio Carlos é hors concours do Troféu Animal.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Recall

A Associação de Camelôs da Rua 25 de Março e Adjacências convoca todos os proprietários de camisetas do Corinthians nas quais conste estrela de campeão brasileiro 2005 para substituição por uma atualizada (sem a estrela garfada...).

Para compensar o transtorno, será oferecido um vale churrasco grego + copo de suco artificial a ser retirado em qualquer boteco das proximidades...

(ah, perdoem, mas a piada é boa...)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Técnicos, uma lenda urbana

Essa é pra cutucar o palestrino: um dado do atual Campeonato Brasileiro demonstra de forma cabal a ineficácia da mudança da comissão técnica como artifício para se buscar um melhor desempenho.

Dos 21 técnicos que assumiram postos ao longo da competição, 15 (71,4%) levaram seus times a posições iguais ou piores que seus antecessores. As exceções são:

- Joel Santana, do Flamengo;
- Gallo, do Figueirense;
- Geninho, do Sport;
- Roberto Fernandes, do Náutico;
- Ney Franco, do Atlético Paranaense;
- Bonamigo, do Goiás (que assumiu na segunda rodada e foi demitido na 26ª).

Mais uma evidência de que o cargo é supervalorizado pela mídia e torcedores, mas no fim das contas, o que vale mesmo é a qualidade do elenco. A malhação dos treinadores, na maior parte das vezes, é apenas um exercício de vudu - encorajado por diretorias incompetentes - para personificar o fracasso e tentar exorcizá-lo.

Chinelada da semana

A havaiana desta semana vai no elenco da Estrela Solitária. A eliminação do Botafogo da Copa SulAmericana para o River Plate, na última quinta-feira, em Buenos Aires, merece ser elencada como uma das maiores pipocadas da história do futebol.

Após vencer o jogo de ida por 1 a 0, o Botafogo foi para a Argentina com a vantagem do empate para avançar às quartas-de-final da Copa SulAmericana. O time carioca saiu na frente, com Lúcio Flávio, mas cedeu o empate após expulsão do meia Zé Roberto, gol de cabeça de Falcão. No segundo tempo, o River teve um homem expulso aos 12, igualando os jogadores em campo, e o Botafogo marcou novamente, aos 20, com Dodô, o que obrigaria o River a marcar mais três gols nos pouco mais de 25 minutos restantes. A situação ficou ainda melhor após as expulsões de outro jogador do River: aí era o Botafogo quem tinha um homem a mais.

O time vencia até os 29min do segundo tempo, quando Falcão chutou de longe e Max falhou, empatando o jogo. O Botafogo sentiu.

Nos 18 minutos seguintes, drama. Aos 34min, Ríos fez o terceiro e o desespero veio. Finalmente, o timecedeu a virada para 4 a 2, aos 47min: novamente, Falcão de cabeça. Inacreditável.

A furiosa reação da torcida botafoguense veio. Calcinhas e pipocas foram atiradas em direção ao grupo durante o desembarque. Depois, a torcida compareceu ao treino em General Severiano, e começou o protesto lançando pipocas no campo de treino. Revoltados, os torcedores invadiram a área destinada à imprensa e quebraram mesas e cadeiras, atirando os objetos em direção aos seguranças do clube.

Ainda sob os efeitos da vergonhosa eliminação para o River Plate na SulAmericana e da calorosa recepção da torcida, o Botafogo, que estreava o técnico Mário Sérgio, foi novamente apático, ontem, no Maracanã, e acabou sendo derrotado pelo Goiás por 3 a 0.

Depois de ser quase campeão carioca, quase finalista da Copa do Brasil e quase eliminar o River Plate, o time quase sem coragem vai ficando quase fora da Libertadores.

Praga de santista é fogo, gente.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A foca, o coelho, a raposa, o galo e o sentido da bola

As embaixadas de cabeça feitas por Kerlon, o foca, na vitória da Raposa por 4 a 3 sobre o Galo, semana passada, despertaram a ira do lateral rival Coelho, que deu uma entrada dura no adversário. A confusão subseqüente, com trocas de acusações de ambos os lados, nos coloca outra vez às voltas com uma discussão recorrente no meio futebolístico: afinal, o drible feito com a intenção deliberada de segurar a bola é ou não uma provocação ao adversário?

A parábola de Minas Gerais nos dá muitas lições, mas ainda deixa as conclusões em aberto. A crônica esportiva, em sua imensa maioria, saiu em defesa de Kerlon, com o argumento de que futebol é “espetáculo”, “show”, que isso é o que atrai o torcedor ao estádio e tal talento deve ser preservado. Os atletas não envolvidos diretamente que opinaram sobre o episódio – casos de Luís Alberto, do Fluminense, e Kleber, do Santos – condenaram o foca pelo “desrespeito” e aprovaram, tacitamente, a reação de Coelho.

Logo se arma a polêmica entre os que consideram o futebol uma “arte”, um “espetáculo”, e os que consideram o esporte bretão uma “guerra” (divisão essa inevitavelmente pontuada pelos primeiros). Começam, então, a desfilar argumentos em prol do lado defendido:

- Os “artistas” dizem que o drible é uma forma legítima de reter a bola, e, portanto, de privar o adversário da chance de marcar;
- Os “guerreiros” contra-argumentam dizendo que renunciar ao objetivo do jogo (o gol) tirando a bola de disputa é uma atitude anti-esportiva, uma subversão da regra;
- Os “artistas” dizem que prender a bola é uma forma inteligente de fazer o tempo passar e irritar o adversário, forçando-o a cometer faltas;
- Os “guerreiros” vêem no drible improdutivo, sem objetivo, um desrespeito que merece retaliação.

E assim o debate segue, ad infinitum.

Vejo na discussão um conflito na forma de ver o jogo que é tipicamente brasileiro. Na Espanha, ninguém acha ruim um drible plástico sem objetivo. Já na Argentina ou no Uruguai, por exemplo, um gracejo como o do foca provocaria um início de guerra civil. É uma questão da forma de se analisar o jogo.

No Brasil, predomina a visão de que o futebol é espetáculo, show, circo, carnaval, alegria. Por isso a associação com o drible, o sorriso, a plasticidade.

Isso nos difere fundamentalmente dos hermanos, para os quais o futebol é paixão, garra, entrega. É alegria também, mas não nossa alegria circense, uma alegria dramática, de alívio, de catarse.

Entendendo minimamente a cultura futebolística, não é difícil entender a atitude descompromissada que parece fazer parte da seleção brasileira, nem a paixão com que se atiram à bola os argentinos, por exemplo. É reflexo da visão do mundo da bola.

Entendendo-se o futebol como paixão, a atitude do foca parece bem menos aceitável do que apregoa nossa crônica esportiva. Não é legítimo um atleta, seja ele quem for, tripudiar com a paixão dos milhões que existem por trás de cada camisa.

Um exemplo acabado do que acredito que realmente representa o futebol está no vídeo abaixo, uma maravilhosa propaganda do Atlético de Madri. Assista e tente não ficar arrepiado.

Quem conseguir compreender a dimensão, me entenderá.

Chinelada da semana

A borrachuda voadora desta semana vai explodir na testa de Don, quicar na orelha do Palestrino, impulsionar-se no nariz de Ezequiel e afundar na pança de Rodrigol. O quarteto de colunistas/companheiros simplesmente abandonou este blog nas últimas duas semanas, relegando-o a um único integrante.

Falta de tempo, agenda complicada, excesso de trabalho, tudo é verdade. Mas nada desculpa a negligência em postar dois ou três míseros parágrafos semanais sobre qualquer boçalidade ligada ao mundo da bola.

Borracha nos desertores.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Chinelada da semana

Sapatada da semana na imprensa esportiva hipócrita, que pede punição ao zagueiro do Santos Domingos, o qual teria ofendido o são-paulino Rycharlisson durante a peleja.

Só quem nunca jogou bola para ter uma idéia de jerico dessas. No campo de jogo não existe amigo, xinga-se todo mundo (companheiros de time inclusive). É parte do jargão, está no espírito do esporte. Punir quem ofende o outro no jogo - o que aliás começou com aquela palhaçada em cima do argentino De Sábato - seria como instituir lei do silêncio no pregão da bolsa. Cada coisa em seu lugar.

Pessoalmente, acho que o Domingos deveria ser suspenso uns três anos por ter xingado o viado de viado (aí a gente ficaria livre dele), mas é o mesmo que punir um cidadão que chama o outro de "negro filho da puta" de racista. Ora bolas, a ofensa é o "filho da puta", não o "negro". No caso do atleta são-paulino, a alusão ao cervo não é ofensa, é descrição. A ofensa deve ter vindo depois.

Freguesia escancarada

O jogo de sábado serviu para reafirmar: Wanderley Luxemburgo tornou-se freguês de carteirinha de Muricy Ramalho. O retrospecto recente não deixa dúvidas. Comandando os dois times mais festejados do futebol paulista nos últimos anos, os duelos entre ambos refletem um desequilíbrio que não aparece no elenco nem nas conquistas dos times.

Desde que Luxemburgo regressou ao Santos da sua fracassada aventura espanhola, os times se enfrentaram seis vezes. Foram quatro vitórias do São Paulo (3 x 1 no Paulista de 2006, 1 x 0 no Brasileiro de 2006, 2 x 0 e 2 x 1 no Brasileiro de 2007), uma vitória do Santos (4 x 0 no Brasileiro de 2006, contra os reservas do São Paulo) e um empate (1 x 1 no Paulista de 2007).
Nesse período, o Santos conquistou dois títulos Paulistas, e o São Paulo caminha para seu segundo Brasileiro. Podemos considerar, portanto, que são duas equipes formadas para disputar títulos, e não apenas participar dos campeonatos. Olhando os elencos, então, torna-se ainda mais difícil afirmar que o time que tem Leandro e Souza como titulares das camisas 9 e 10 é um time mais perigoso do que o que tem Kleber Pereira e Petkovic como donos desses números.
Por que a discrepância nos confrontos, então?

Luxemburgo é um ex-treinador em atividade. Parece evidente que não sabe mais (ou não está interessado em) avaliar as características do adversário e montar seu time para explorá-las. Escalar dois meias lentos, fisicamente frágeis como Petkovic e Pedrinho juntos contra um time que tem na pegada sua melhor característica é um erro pueril – ou de prepotência. Se repetir a tolice no próximo confronto do Santos, contra o Grêmio, time de característica similar, o técnico vai amargar novo revés.

Muricy, por seu lado, mostrou ter estudado bem o Santos. Colocou Dagoberto para jogar em cima de Kleber, e impedir os avanços do lateral. Não deu espaços para Pedrinho e Pet e adiantou a marcação, deixando sempre a saída de bola nos pés de Domingos. Com isso, o São Paulo acuou o Santos e tornou-se uma questão de tempo para os gols saírem.

Quando os gols saíram, Luxa desceu do saltou e mudou o que evidentemente não vinha funcionando – a meia e a articulação com o ataque. Mesmo colocando o limitado Tabata, além de Vítor Junior e Moraes, o time cresceu, criou chances e marcou um gol no finzinho. Se tivesse sido menos prepotente, quem sabe...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Chinelada da semana

Finalmente a imprensa está começando a admitir, com base em evidências irrefutáveis, aquilo que todo torcedor não-corintiano sabe há dois anos: o título de 2005 foi um dos maiores engodos da história do futebol mundial.

A postura de salvaguardar uma competição conspurcada pelo arranjo de resultados e casuísmo do tribunal revelou uma imprensa contaminada por paixões clubísticas (não é, Juca?) e interesses comerciais. Poucos momentos nos últimos anos foram mais patéticos do que o Galvão conclamando os corintianos a comemorarem o título ‘merecido’ na derrota para o Goiás. Chinelada em todos eles: Galvão, Juca e todos os covardes que, de posse da pena, não denunciaram a farsa.

Se o futebol brasileiro quer recuperar qualquer traço de moralidade, o título de 2005 deve ser dado ao seu verdadeiro dono (o Internacional) e o Corinthians tem de ser rebaixado pelas falcatruas perpetradas pelos seus dirigentes/parceiros/comparsas.

Com a palavra, Luiz Antônio Prósperi, que no JT desta segunda-feira pela primeira vez publicou, na grande imprensa, a verdade que todos sabem.


Um título sob suspeita

O Corinthians, com os dólares encardidos da MSI, conquistou o Brasileirão 2005. Título suspeito

O futebol brasileiro está em xeque desde sábado quando veio a público um relatório de 72 páginas, elaborado pela Polícia Federal, sobre a suja parceria entre Corinthians e MSI. Grampos telefônicos realizados pela PF expõem as vísceras do negócio entre um dos mais fortes clubes do Brasil e um grupo estrangeiro que pratica o crime de lavagem de dinheiro. Os efeitos da investigação da PF podem, sim senhor, colocar sob suspeita a conquista do título brasileiro pelo Corinthians em 2005, ano de consolidação da parceria com a MSI .Se a parceria nasceu e sobreviveu na lama, não é difícil imaginar que todos os atos desse consórcio clube e empresa (?) foram contaminados. Evidente que respingou no campo de jogo. Para quem não se lembra, o Campeonato Brasileiro de 2005 foi maculado com a crise da arbitragem provocada por Edílson Pereira de Carvalho, aquele que manipulava resultados para encher os seus bolsos e dos comparsas nas apostas pela internet.Campeonato contaminado que acabou com o Corinthians campeão. Corinthians esse mergulhado até o pescoço no pântano com a MSI. Não é absurdo imaginar que o clube, com apoio de especialistas em maracutaias dentro da MSI, tenha 'comprado' jogos para fazer do Corinthians o vencedor. Depois do relatório da PF, revelado pelo bravo Bob Fernandes, do Terra Magazine, e Juca Kfouri, da Folha, tudo o que envolveu o Corinthians nos últimos três anos está sob suspeita.Cabe agora ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, sempre pronto a defender a lisura do futebol brasileiro, uma revisão de tudo o que o se passou no Brasileirão de 2005 para colocar o campeonato a limpo. O mesmo STJD, na época presidido por Luiz Zveiter, anulou jogos apitados por Edílson Pereira de Carvalho. Jogos anulados que acabaram, de uma forma direta, beneficiando o Corinthians.O STJD está com a palavra. Do tribunal e da própria CBF se espera revisão criteriosa do Brasileirão de 2005 para declarar o Corinthians o legítimo campeão. E se algum ato ilícito for constatado, o Corinthians deve ser punido com o rebaixamento. Na Itália, a Juventus, teve o título da temporada 2005/2006 cassado e foi condenada a jogar a Série B por envolvimento no escândalo de resultados. Fora do âmbito desportivo, que os dirigentes corintianos se entendam com a polícia agora e a Justiça mais tarde.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Divina Comédia

"Os voluntariosos sabem rir de si mesmos." Ezequiel, I:9-10.


Ontem eu e o meu amigo Rodrigol fomos ao Cine Pacaembu assistir à comédia “Corinthians x América-RN”. O antagonista, lanterna absoluto do campeonato com 10 pontos somados, admite ter todos os seus planos concentrados na disputa da Série B de 2008. E vinha da 10ª derrota seguida. Diante disso, era de se esperar pelo menos um 3x0 em casa.

Mas o protagonista, bem, o protagonista era o Corinthians 2007. Sobraram, pois, motivos para que eu e o Rodrigol déssemos risada em vários momentos, como num jogo de várzea, apesar do placar de jogo sério, 1x0. Lamentar é o que não dava.

Das arquibancadas atrás do gol, vimos, por exemplo, o Carlos Alberto arrancar pela direita, como lateral improvisado, a torcida levantar esperando o cruzamento certeiro na pequena área e o desgraçado enfiar um bicudo no próprio pé esquerdo. Caiu em dores, o jogo parou e ele saiu de maca. Os cruzamentos, aliás, foram a piada pronta do jogo. Eu e o Rodrigol não vimos um escasso cruzamento certo ou à altura de jogador profissional.

Vimos também o América dar alguns sustos na nossa defesa, que dependeu do pobre Felipe para salvar a vitória magra. Sem falar nos balões sem rumo, bolas para a torcida e por aí vai. Rimos muito.

Outra coisa que aproxima esse Corinthians da comédia, ou da várzea, é o fato de quase não identificarmos os jogadores do nosso time em campo. Até porque chegamos com o jogo começado e não vimos a escalação. À exceção do Felipe com a 1, do Eterno com a 3, do Vampeta com a 5 e do Finazzi com a 9, o resto é um festival de camisas 17, 30, 23, 18, 27 e por aí vai. O Lulinha estava em campo e não percebemos, vejam só.

Foi legal. Somamos três pontos e demos risada. Futebol é diversão.

E deixo a graça final para o nosso Marcelo Domingues, leitor que nos honra com sua presença assídua:

“Depois do embate contra o Paraná, no final de semana, o Timão volta sua atenção à Copa Sul-Americana, que paga quase nada e vale menos ainda. Os corinthianos terão pela frente o Botafogo, dia 16, no Pacaembu. E por falar nisso, ontem um singelo episódio deve tê-los deixado cheios de saudade.

Rolava o “clássico” argentino entre Estudiantes e Lanús (aquele, do ano passado), valendo vaga nas Oitavas. Primeiro jogo, Lanús 2 a 0. Trinta e cinco do segundo tempo, o Estudiantes devolvia a patada e marcava 2 a 0. Até aí, caminhava para a disputa alternada de tiros livres diretos.

Eis que, num lance fortuito, quase sonolento, o ponta do Lanús cruza da esquerda, bola morta, pingando na área, inofensiva, e quem aparece pra meter pra dentro? Ele, o inesquecível Sebá, agora ‘xerife’ do Estudiantes, decretando o tento que eliminaria sua equipe.

Betão, o Eterno, deve ter visto e pensado: “Esse é meu garoto”.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

A sina do verde

Fazia tempo, e bota tempo nisso, que eu não assistia a um jogo no Palestra Itália. Acho que a última vez foi no século passado, quando um certo Palmeiras tinha uma equipe de craques e não inspirava confiança em seus adversários.

É claro que clássico é clássico e dificilmente se pode apontar favoritos, vide o resultado de Corinthians e Santos no último domingo. Tanto que confesso não estar tão confiante na empreitada da semana passada. De qualquer forma, aceitei o convite dos amigos e segui para o estádio.

Ah, gostaria de ressaltar que os amigos eram, ou melhor, são (ainda, acredito), todos os cinco, palmeirenses.

O jogo não foi nenhum espetáculo. O São Paulo, como lhe é peculiar, enfrentou bem a pressão inicial, e passou a imprimir seu ritmo com boas jogadas que terminavam nas mãos de Diego Cavalieri. Todas menos uma. Tabela rápida iniciada por Dagoberto, pivô preciso de Aloísio “Chulapa” e toque de classe de Jorge Wagner. Comemorei sozinho.


A continuação da partida foi previsível, Caio Júnior tem medo de arriscar. O Tricolor joga como se 1 X 0 fosse goleada e resolve administrar o resultado. A pressão do Palmeiras é grande, mas não surte resultados expressivos, exceto por um lance, anulado corretamente – na minha visão – e injustamente para aquela massa verde ao meu lado. Dessa vez eu ri sozinho.

E assim foi passando o tempo, burocrático, sem expectativas de ambos os lados. Parecia que o placar já estava traçado e os 22 em campo só esperavam a hora de descer aos vestiários.

Quando o juiz apitou, sorri, meio amarelo, para meus amigos e outros desconhecidos. Achei por bem não demonstrar nada além. No caminho de volta, discutimos alguns lances, falamos de futebol e logo mudamos de assunto. O campeonato ainda tem algumas rodadas.

O próximo clássico terá um sabor diferente. Não porque já prevejo o resultado, mas porque assistirei ao espetáculo lá debaixo, com o pé na grama, verde, é claro. E depois voltarei aqui para dividir com vocês...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Santos aparece em 3º no ranking mundial

O Santos pulou para a 3ª posição do ranking mundial de clubes, criado pela Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS). O levantamento conta os resultados obtidos pelas agremiações nos últimos 12 meses e é atualizado mensalmente.

A conquista do Campeonato Paulista deste ano e a chegada à semi da Libertadores elevaram o Santos ao grupo dos líderes do ranking. Campeões sul-americano e europeu, respectivamente, Boca Juniors e Milan estão atrás do Santos na classificação.

Esse alemão que inventou o ranking é doido de pedra.

RANKING DE CLUBES (IFFHS)
1. Sevilla - 303 pontos
2. Chelsea - 291 pontos
3. Santos - 284 pontos
4. Boca Juniors - 270 pontos
5. Manchester - 266 pontos
17. São Paulo
97. Corinthians
266. Palmeiras

Chinelada da semana

A chinelada da semana é óbvia. Pela segunda vez, o empresário e ex-técnico em atividade Wanderley Luxemburgo ganha o título de merecedor da chuva de borrachudas na testa.

Depois de perder para América-RN e Náutico e empatar contra o Corinthians na Vila, o time (?) dirigido por Madureira conseguiu mais uma vez a nada invejável proeza de ser derrotado por um dos sacos de pancadas do campeonato, um arremedo de equipe que nem tinha onze titulares para ir a campo, dirigido por um treinador inexperiente, que já havia pedido demissão antes mesmo do jogo. Um técnico tido como estrela não pode perder constantemente para times inferiores tecnicamente.

O Corinthians entrou em campo sem meias e sem laterais, com 3 zagueiros, 5 volantes e 2 atacantes. Mas nem assim o “melhor técnico do Brasil” soube dar ao time um mínimo de competitividade...

E o que aconteceu? Aconteceu o óbvio. Aconteceu aquilo que esta coluna avisou há três semanas, na contratação de Petkovic. Jogando com dois atletas que fisicamente não correspondem (Pedrinho e Pet), o Santos, refluiu, perdendo o meio campo para um Corinthians apenas esforçado. O Santos perdeu para um time que consegue correr.

Luxemburgo, impassível, viu o time ser dominado no primeiro tempo. Inexplicavelmente, não mexeu no intervalo. Marcos Aurélio, que conseguiu não acertar uma só jogada enquanto esteve em campo, logo mostrou ao pofexor a bobagem que este fizera ao deixá-lo em campo, pisando na bola e armando o contra-ataque do segundo gol.

Na hora em que finalmente resolveu mexer no time, Luxemburgo foi óbvio. Tirou Pedrinho e colocou Tabata; tirou Marcos Aurélio e colocou Renatinho. Aí, veio a pitada de “ousadia”: tirou Baiano, como sempre faz, deslocou Maldonado para a lateral, como sempre faz, e colocou Vítor Junior. Não aconteceu nada, é claro.

O resultado é que o técnico-tampão da MSI, que ganha R$ 3.700, mais tíquete e vale-transporte (descontado IR e INSS, recebe líquidos R$ 3.120), saiu vencedor do Pacaembu. Em nenhum momento seu sistema sem meias e sem laterais foi sequer ameaçado pelo manager da Vila Belmiro, dos polpudos salários de R$ 500.000.

Luxemburgo, que já vem se revelando freguês de caderneta de Muricy e Renato Gaúcho, parece ter encontrado um novo algoz. Um técnico que ganha salário de superstar para passar o campeonato inteiro atrás de Celso Roth e Dorival Junior, tendo elenco nitidamente superior, é de lascar.

Surpresa? Só para quem não acompanha futebol ou quem, como o palestrino, parou em 1996. Luxemburgo é um ex-treinador em atividade. Faz tempo que para ele pouco importam os critérios técnicos na hora de escalar qualquer jogador. Só importa uma coisa: quem é o empresário. Por isso o torcedor santista teve de agüentar André “Belezinha”, Magnum, etc. E todos esses jogadores saíram do Santos sem deixar R$1 para o clube.

Enquanto isso, o Santos fica levando baile de times cuja folha salarial é menor que o salário do pofexor. Passados quase dois anos de sua chegada ao Santos Futebol Clube, pergunto: cadê a tão falada competência do homem? Foi desclassificado por um Grêmio medíocre na Libertadores, passou sufoco no Paulista contra o Bragantino, do mesmo bom goleiro Felipe (que mais uma vez segurou nosso ataque), classificando-se graças ao regulamento. Agora, no Brasileiro, outra vez conseguirá no máximo a classificação para a Libertadores.

Será que o custo x benefício de Luxemburgo compensa? R$ 2,4 milhões para dois campeonatos paulistas?Para mim, acabou. A todos os jogos do Santos que for até o final do campeonato, meu único propósito será xingar esse farsante. Cansei desse sanguessuga, que está drenando as finanças do Santos em troca de NADA

sábado, 1 de setembro de 2007

Parabéns, Corinthians

Parabéns ao Corinthians e aos corinthianos pelos 97 anos. Poucas vezes na História – da humanidade – uma agremiação, seja lá de que natureza, conseguiu criar uma aura de paixão como a que se ergue acima do distintivo do Corinthians, a iluminar as estrelas das suas conquistas e aos milhões de súditos que se espraiam por todos os continentes. Essa história seguirá, que ninguém duvide.

Com mais ou menos empolação, é o que o torcedor tem a dizer e fazer por acontecer: louvar tudo o que o time já fez e alimentar, com esse combustível inigualável, as glórias futuras.

No presente, o que se desenha é uma lacuna na história do clube. Um lapso a ser esquecido. Passe-se uma borracha nesses tempos. E vamos em frente.

O notável antropólogo e escritor Darcy Ribeiro disse uma vez que daqui a 5 mil anos só o que será lembrado serão monumentos da dimensão de Da Vinci, Michelangelo, Darwin, Picasso e do seu amigo Oscar Niemeyer, donos de criações tão importantes para a raça humana que as diluições da História não seriam capazes de apagar.

Que a lógica se aplique à História do Corinthians. Essas pequenezas de agora não devem ser lembradas no futuro, nem em nome do saudável exercício de se reconhecer os próprios erros. Não são erros dos torcedores ou de quem construiu o Corinthians por este quase século. São crimes de quem está condenado a não outra coisa se não ao exílio mesmo do esquecimento absoluto.

Parabéns Corinthians, com muito orgulho.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

E depois eles reclamam

Goleiro reserva Bosco é agredido por 15 torcedores adversários

Bosco, goleiro reserva do São Paulo, foi agredido por torcedores enquanto caminhava do vestiário até o ônibus do time. O jogador diz ter sido cercado por 15 palmeirenses, que lhe acertaram um chute na perna. "Todo mundo viu", disse Bosco. "Fui sair do vestiário achando que nada ia acontecer. De repente, fui cercado por 15 torcedores, foi uma cena terrível."

O goleiro reclamou que não havia proteção adequada. "Eles me chutaram, eu bambiei e não caí", relatou. "Não esperava esse tipo de atitude da torcida do Palmeiras", emendou Bosco.

***

É o segundo goleiro do São Paulo que bambeia em três meses. Houve alguns outros jogadores bambiando por lá também, mas esses preferem esconder o jogo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Fora Caio Junior!

O texto que segue começou a ser concebido às 22h22. O São Paulo ganha do Palmeiras dentro do Palestra. Obviamente não sei qual será o placar final do jogo. Mas é deprimente ver que o Palmeiras, celebrado como um dos principais times do País, virou um timinho de terceira divisão nas mãos desse técnico covarde.

O Gilson, querido palestrino, e o Caiçara são testemunhas. Ao sair do escritório, hoje, comentei que a escalação do Caio Junior – com três zagueiros e três volantes – mataria o Palmeiras. Não precisa ser nenhum gênio para concluir isso. Esse técnicozinho montou um time sem atacantes para enfrentar a melhor defesa do campeonato. É isso mesmo. O Edmundo, atualmente, é um jogador cerebral, lento, arma o jogo, é meia. O Valdívia também é um meia, mais avançado, com mais velocidade, mas ainda um meia. Pois não é que o Caio Junior armou o Palmeiras como um timinho de várzea, sem qualquer atacante para incomodar os três – bons – zagueiros do São Paulo?

Não sei se o Palmeiras vai virar o jogo. Acho difícil. É uma pena. Seria a chance de embolar o campeonato e dar uma certa alegria para a torcida, que está cansada de tanta incompetência e tanta covardia.

Não custa lembrar: com o Caio Junior, o Palmeiras perdeu a classificação no Paulista em casa, perdeu a Copa do Brasil em casa e cumpre campanha razoável no Brasileirão jogando como um timinho de terceira divisão. Por tudo isso e, mesmo que o Palmeiras vire esse jogo contra o São Paulo, o Caio Junior tem que sair. É vergonhosa a maneira como ele vem tratando a camisa do Palmeiras, que tem vocação para brilhar e não para se comportar como um timinho pequeno, medroso e covarde.

Fora Caio Junior!

A culpa não é da torcida

O Palmeiras faz campanha apenas razoável no Campeonato Brasileiro. Em pontos perdidos, figura hoje no quinto lugar – estaria classificado para a Sulamericana, o que, convenhamos, não significa muita coisa.

Os desavisados vão pensar: o time só não faz campanha melhor porque está bobeando dentro de casa. É fato. E por que estão bobeando em pleno Palestra? Ah, é claro, é a torcida que pega no pé dos jogadores e não os deixam jogar com tranquilidade. Besteira. Não é justa – nesse momento e pensando nesse campeonato – a fama de bandida que insistem em atribuir à torcida do Palmeiras. É um raciocínio simplista, baseado numa percepção descolada da realidade atual.

O Palmeiras de hoje joga mal em casa porque é limitado tecnicamente e, além disso, joga com base num esquema mais defensivo, em que o contra-ataque é a – única – e melhor estratégia. Ou seja, os adversários se fecham, marcam em cima os melhores jogadores (Edmundo e Valdívia) do Palmeiras e o time fica sem saída – não tem banco e nem técnico competente para mudar o desenho do jogo.

A torcida, no entanto, vem fazendo a sua parte. Vejamos alguns casos: contra o Vasco, o time estava tomando de dois em casa e a torcida estava apoiando, tanto é que o Parmera teve forças para virar o jogo nos últimos 15 minutos da partida; contra o Santos, perdendo novamente em casa, a torcida também jogou com o time e o Palmeiras achou um gol no final, chegando ao empate; contra o Flamengo, lotamos o estádio – inclusive eu, que havia muito tempo não aparecia por lá –, mesmo depois de vários tropeços seguidos em casa. Mas os desavisados vão insistir: e no jogo contra o Cruzeiro, por exemplo? Pô, o time perdeu do até então saco de pancadas do campeonato e a torcida tem que aplaudir? E contra o Sport, com dois a mais, e ainda conseguiu perder e a torcida tem que achar legal?

Enfim, é bobagem atribuir à torcida uma culpa que ela não tem. Os palmeirenses, na minha avaliação, estão mais pacientes do que deveriam, inclusive. Suportam uma diretoria incompetente, que não honra seus compromissos em dia. Suportam um técnico de time pequeno, que só sabe jogar com três volantes ou três zagueiros. Suportam o Dininho (mentiroso), o Rodrigão, o Max, o Luis, o Leandro, o Pierre, enfim um bando de jogadores medianos. E suportam uma fila de oito anos sem títulos importantes.

É bom deixar claro que quando me refiro à torcida, não estou tratando o caso individualmente – os amendoins, as organizadas.... estou me referindo à torcida como um todo, que vem apoiando, sim, esse time, que hoje, como já pontuei, estaria classificado apenas para a Mercosul.

É hoje

Jamais acreditei que o Palmeiras pudesse ser campeão do Brasileiro. E continuo não acreditando. Mas o time poderá me mostrar o contrário nos próximos três jogos, exatamente contra os três primeiros colocados do campeonato (São Paulo, Botafogo e Cruzeiro).

Mais importante ainda é bater o São Paulo em casa hoje. O Palmeiras tem obrigação de vencer. Deve isso aos torcedores. Os jogadores também merecem essa vitória – jogam, correm e as contrapartidas de remuneração nem sempre aparecem...

No mais, registro aqui os meus parabéns pelos 93 anos de uma história gloriosa, repleta de títulos e de craques. Eu te amo, Palestra!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Inês é morta

Neste fim de semana, o Santos enfim venceu com momentos de muito bom futebol.

Já o comecinho foi animador, botando pressão na saída de bola, me fez lembrar dos bons momentos de 2004. Mas foi só pra dar um gosto.

O jogo logo caiu numa modorra e estava horrível até os 20', mais precisamente até a bola sobrar pro Pet, livre, na intermediária, de frente pro gol. Pet livre de frente pro gol? Gol, claro.

Aí o Santos resolveu jogar um pouco. Marcos Aurélio desperdiçou um bom ataque chutando mal, e em seguida Rodrigo Souto fez um lançamento brilhante para Kléber Pereira, mais brilhante ainda, tirar o zagueiro pra dançar e fuzilar. 2 a 0.

"Agora vai", pensei. Foi nada. Desacelerou de novo, esperando o intervalo.

Fosse o Luxemburgo de antigamente, teria dado uma senhora carcada no time no intervalo, e todo mundo ia voltar ligado, pra enfiar 6, 7, 8, quantos fossem possíveis.

Parecia que isso tinha acontecido. Um desarme do Adaílton virou chutão, que virou lançamento de voleio do Pet (com a bola no pé, ele desequilibra mesmo, reconheço) pro Kleber Pereira invadir a área sozinho. Kleber Pereira, sozinho na área? Gol. Quer dizer, golaço, por cobertura.

"Agora vai", pensei. Foi nada. Desacelerou de novo, o time trocando passes, esperando o jogo acabar. Mais de uma vez, um jogador do Santos recebeu a bola parado e parado ficou, esperando a marcação chegar para só então tocar. Vontade nenhuma.

"Agora o Luxa mexe no time pra dar uma sacudida", pensei. Mexe nada. Só tirou o Souto que sentiu uma dorzinha pra poupar, botou o Adoniran, e nada mais.

Complacente com a malemolência do time, só foi botar o Tabata no lugar do Vítor Júnior (fraca atuação) perto dos 30. Pouco depois, Renatinho no lugar de Marcos Aurélio, que perdera outro gol fácil.

Tanta preguiça foi castigada: o Santos conseguiu tomar o quarto gol de cabeça do América-RN em dois jogos. Um doce para quem adivinhar qual zagueiro recuou para a direção do gol no cruzamento, dando condição ao atacante adversário.

Pelo menos o gol teve um lado positivo: acordou o time, que ainda chegou ao quarto, com Renatinho e Pet tramando na esquerda e o sérvio servindo (trocadilho ruim) Tabata, que marcou de cabeça. Gol de cabeça do Tabata é quase tão patético quanto tomar 4 gols de cabeça do América-RN.

Enfim, apesar de não ter sido uma partidaça do Santos, o tive teve vários lampejos de inspiração, principalmente de Pet e Kleber Pereira, inspiradíssimos.

Pelos que foi apresentado, daria até pra brigar pelo título em igualdade de condições com São Paulo e Cruzeiro.

Mas, tal qual a coroação de Inês de Castro, o time de Luxemburgo demorou demais a ficar pronto.

Agora é tarde...

Chinelada da semana

A chinelada desta semana é simbólica. Elegi Kléberson, ex-quase-reforço do peixe para o restante do certame, para levar a borrachada virtual, mas a carapuça, como o leitor há de perceber, serve para muitos.

Por meio da advogada Gislaine Nunes (sempre ela) e seguindo “conselhos” do empresário Marco Antônio Silva, Kléberson ingressou na Fifa em abril deste ano cobrando rescisão contratual do Besiktas, alegando dívidas superiores a 3 milhões de euros, entre atrasos salariais e outras obrigações contratuais que não teriam sido cumpridas. O time da Turquia, por sua vez, alegou à entidade ter depositado parte da pendência na Federação Turca e exigiu punição rigorosa ao atleta, que se afastou das atividades do clube, caracterizando abandono de emprego.

A Fifa deu ganho de causa ao clube turco na última sexta-feira e condenou o jogador, titular da seleção pentacampeã em 2002, a indenizar o Besiktas em € 3,18 milhões (cerca de R$ 8,4 milhões), suspendendo (ao menos) o acerto dele com o Santos.

Inconformado com o posicionamento da Fifa, o procurador do meio-campista sugeriu até mesmo um retorno do atleta ao clube turco na tentativa de evitar o pagamento da indenização, hipótese descartada pelo Besiktas.

Essa decisão, que indiretamente prejudica meu clube do coração, deve servir de sinal para atletas e clubes.

Para atletas, porque mostra que a liberdade com o fim do passe não significa libertinagem de bordel; que as assinaturas em contrato continuam valendo e quem desrespeita o que acordou, como Kléberson, está sujeito a punições. Já era mais do que hora de uma resposta dura a atletas e seus parasitas (empresários, advogados, etc.) que transformaram os clubes em reféns desde o caso Bosman (na Europa) e o advento da Lei Pelé (no Brasil).

Para clubes, porque mostra que há uma predisposição hoje na Fifa para coibir a mudança tresloucada de equipes que assola o futebol, descaracterizando as entidades, acabando com os ídolos, fazendo minguar o interesse dos jovens ainda não seduzidos por uma camisa.

Da parte deste caiçara, fico matutando qual teria sido a punição imposta a Robinho, que abandonou o Santos em meio ao campeonato para forçar sua transferência para o Real...

Mas sei lá se a decisão do tribunal seria a mesma se o beneficiário fosse um clube europeu.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Sítio em erosão

Os voluntariosos são de carne e osso, mas surfam na web – Ezequiel, I: 9,10

O sítio na internet dedicado ao futebol profissional do Sport Club Corinthians Paulista está fora do ar hoje, 23/8/2007, quando escrevo este post. “Site em manutenção/voltaremos em breve”, informa uma mensagem. Liguei para o Corinthians e uma pessoa do departamento de comunicação do clube repetiu: “A informação que nós temos é de que o site está em manutenção – sem previsão de retorno”, encerrou.

Chamar isso de sítio é ser de uma benevolência mariana. Trata-se de uma roça em que não viceja nada, um terreno em erosão.

Em primeiro lugar é preciso que se diga que essa história de site em manutenção era uma desculpa válida nos primórdios da internet. Consultei um especialista na construção de grandes sites e não há desculpa: manutenção em sites se faz com ele no ar mesmo. Ou seja, nem site de puteiro fica fora do ar nos dias de hoje, o que dirá o site de uma instituição da grandeza do Corinthians.

Mas fui dar uma olhada nos sítios oficiais de todos os times da Série A do Brasileirão. Todos estão no ar, sem improvisos e com informações relevantes ao torcedor. A única exceção é o Corinthians. Tudo bem que há certas esquisitices como esta, no site do rubro-negro carioca: “Flamengo lançou seu novo uniforme, desenvolvido pela Nike, onde (sic) foi utilizado (sic) tecnologia de ultima (sic) geração em suas fibras”. Tudo bem.

Fui também ao site do ASA de Arapiraca, do Once Caldas, do CSKA, do River do Piauí, do Peñarol. Todos estão lá. O deste último convida o torcedor: “Este sítio é o maior e é seu. Desfrute”. Coisa simples, mas de coração para o torcedor. E agora, depois de ler o post do nosso Don, arrisquei e deparei-me com o bem organizado site do glorioso Guaros de Lara, que acaba de contratar o Higuita.
A área social do Corinthians, esta sim, está disponível na web, mas não para um torcedor cadastrado como eu, já que meus dados estão sendo considerados inválidos.

Mas estão lá algumas curiosidades, a começar pela abjeta inscrição “Administração Dualib” no canto superior direito, o que pode explicar tudo. No menu aparecem coisas estranhas ao futebol do Corinthians, como “Estádio”, que nos leva a um texto laudatório sobre a Fazendinha. Ao final deste, inexplicavelmente, há um link para os “segredos do vestiário corintiano”, um patético exercício tabajara de jornalismo de celebridades que só falta dizer coisas como “o Finazzi mija aqui” e mostrar a foto da privada. Há ainda no menu – sempre na área social do clube -- outras estranhezas como Capela, Restaurante, Biblioteca, aspectos, como se percebe, relevantes da vida do clube, que merecem estar na home do site de maior torcida no estado e a segunda do Brasil.

Hoje, como está, o Corinthians não existe nem como clube virtual. Desmanchou no ar.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Troféu Animal de Agosto

Figura folclórica do futebol mundial, o goleiro colombiano René Higuita voltará aos gramados. Aos 40 anos, fechou acordo com o Guaros de Lara, da Venezuela, que acaba de chegar à primeira divisão do país.

Higuita estava parado desde 2005, quando defendia o Bajo Cauca, da Colômbia. Desde então, fez sucesso nas TVs locais onde participou de diversos reality shows. Em um deles, mudou completamente o visual.

O (ex) goleiro da seleção colombiana de futebol nunca escondeu de ninguém, nem de si mesmo, que sempre foi “muito feio”. Mas isso virou passado quando aceitou participar de Cambio Extremo, versão latina de Extreme Makeover, e mudou radicalmente seus “traços fortes”. Numa clínica particular da capital Bogotá, Higuita teve cerca de 80% do rosto alterado, nem a vasta cabeleira escapou.





René Higuita sempre foi figura carimbada, seja pelo estilo irreverente, seja pelas adversidades. Foi punido algumas vezes por ser pego em exames antidoping e gerou polêmica ao visitar o traficante Pablo Escobar, ex-chefão do Cartel de Medellín, na prisão.

Após o programa, sinalizou para a emissora seu interesse em seguir carreira na TV, pretendendo seguir os passos de Diego Maradona e seu La Noche del Diez. Mas voltar aos gramados foi o melhor que conseguiu, graças a um extenuante trabalho físico. Na Venezuela, será treinado pelo colombiano Jaime de la Pava, no Guaros de Lara.

Higuita participou da Copa do Mundo da Itália, em 1990, e inovou por jogar como um goleiro líbero, até perder uma bola na intermediária para o camaronês Roger Milla, o que decretou o fim da participação de sua seleção. Em 1995, num dos momentos mais incríveis do futebol moderno, operou uma defesa circense durante partida entre Colômbia e Inglaterra, no estádio de Wembley, tirando a bola do gol com os dois pés nas costas, mergulhando no gramado.

Por todas idas e vindas, Higuita merece! O futebol não é mais o mesmo, nem os cabelos...

Troféu Animal

Higuita em sua defesa Escorpião

Me dá um dinheiro aí

Hacker rouba conta de jogador do Palmeiras

A conta bancária do jogador Caio César Alves dos Santos, do Palmeiras, foi invadida ontem por um criminoso virtual, que fez pelo menos três transferência para outra conta. O valor do golpe não foi divulgado.

Caio ficou sabendo das transferências minutos antes de dar uma entrevista para a TV Bandeirantes. Ele chegou a falar ao vivo para o repórter que tinha que sair por conta do problema.
(O Estado de S.Paulo, 21/08/07, caderno Metrópole, pág. C4)

***

Pobre Caio César. Receber já é difícil, e aí, quando recebe........

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Credo do santista

Todos falam que não sou uma pessoa de fé. Balela.

Com a chegada de Pet e Kléberson, a vitória e o bom futebol do Santos diante do Sport, dá quase para sonhar.

Mas aí a gente olha pra tabela e desanima mesmo. O alegre time do Morumbi já está muito à frente...

Nada no aparato racional permite acreditar.

Resta a nós, torcedores do glorioso alvinegro praiano, rezarmos, em ato de fé, para que os técnicos dos seis clubes à nossa frente na tabela tenham surtos de Luxemburguite, com escalações inexplicáveis, substituições incoerentes e entrevistas ininteligíveis.

Ajudaria, também, se pudéssemos emprestar o Domingos para um time por rodada, a fim de espalhar o terror entre nossos co-irmãos.

Oremos.

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso
Criador do Santos e da Vila Belmiro
E em Pelé, seu único Filho, Salvador nosso
Que foi concebido pelo poder do Espírito Santos.

Nasceu na Vila Belmiro,
Padeceu sob os pontapés dos adversários,
Foi coroado, glorificado e exaltado,
Desceu ao mundo dos empresários, ressuscitou como torcedor-símbolo,
Subiu ao Olimpo dos deuses da bola e está sentado a direita de Deus Pai, Todo-Poderoso, de onde há de vir a cornetar os craques e pernetas

Creio no Espírito Santos, na santa torcida alvinegra,
Na vitória do Santos, na recuperação da defesa,
Na ressurreição do time e na Vila eterna.

Gol!

Chinelada da semana

Eu quero esquecer deles, juro, mas eles não deixam: pela segunda vez em três semanas, chinelos nos cretinos do STJD/RJ. Mas poderia ser uma bomba, sem prejuízo.

Os calhordas absolveram por unanimidade Joel Santana, treinador do “Flamiéngo”, da acusação de ter "incitado publicamente a prática de infração".

Para quem não lembra: o técnico do rubro-negro estava denunciado no artigo 279 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. No segundo tempo do jogo Santos FC 3 x 0 CR Flamengo, disputado no último dia 5, o time da Vila Belmiro trocava passes no campo de ataque quando as câmeras e microfones da TV pegaram o Rei da Prancheta proferindo a seguinte pérola: “mete a porrada! Mete a porrada! Se ficar de palhaçada, mete porrada mesmo”.

Vejam bem: não era o tradicional “pega” que quase crucificou Geninho nem o tradicional “chega junto” de Mário Sérgio, termos que os boleiros sabem que significam encurtar a marcação, mas a imprensa patrulheira (carioca, especialmente) adora afirmar que são apenas eufemismos para apregoar os pontapés.

Joel não teve eufemismos. Mandou dar porrada mesmo, sem entrelinhas para atrapalhar. No depoimento à corte canalha, Joel afirmou que estava arrependido e que havia agido sem pensar.

Foi absolvido.

A imprensa patrulheira (carioca, especialmente) não reclamou.

Chinelo neles todos.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sobre Botafogo 2 X 3 Corinthians

- Felipe é um grande goleiro. Embaixo do gol, é melhor que o Dida (sem falar em trastes como Johnny Herrera e Fábio Costa, claro) ; mas, pelo menos por enquanto, não é pegador de pênaltis. Acertaram em trazer o garoto. Faz tempo (desde o Dida, aliás) que o Corinthians não tinha um goleiro que realmente transmitisse segurança ao time.

- Baixou o Ronaldinho Gaúcho no Gustavo Nery. Que porra é essa, alguém pode explicar? O cara, que arriscava perder a posição para um cone no ano passado, agora faz golaço, chuta de efeito, dá passes geniais. Alguém precisa avisar que ele não é tudo isso. Daqui a pouco ele tenta dar uma gingada e acaba quebrando a bacia.

- 30 e poucos do segundo tempo, substituição: sai Vampeta, entra Carlos Alberto. Vampeta olha para um lado, olha para o outro, começa a sair de campo. Faz um sinal de calma com as duas mãos, olha para o juiz, e desaba no meio do campo. Faz cara de dor, aponta o joelho, pede substituição... esse é o Velho Vamp. E o mais incrível: tem jogado razoavelmente bem.

- Agora imaginem: um moleque, Nilton, faz sua estréia como titular do Corinthians contra o Botafogo, no Maracanã. Aos 3 minutos, faz um gol contra. Aos 8 do segundo, faz o gol da virada, num belo chute de fora da área. Chora. Ajoelha-se. Sai de campo como herói. Tem estréia mais corinthiana que essa?

- Chiei quando o Finazzi chegou. Ele é grosso, só sabe trombar (os adversários, os companheiros e a bola), tem orelhas de abano, está em fim de carreira. Mas faz gol sempre. Finazzi para titular, hein, Carpegiani?

- Por enquanto, o Corinthians vai vencendo na vontade, mas o time está melhorando. É cedo pra falar em classificação a qualquer coisa, é verdade. Mas ninguém esperava essa vitória contra o Botafogo, por exemplo – e o Bota estava com o time completo, Dodô em campo. Será que acabou a cafeína? Vai ver é isso.

O mal que o Dualib faz(ia)

Vejam se é coincidência: no início do Brasileirão, o famigerado Dualib resolveu tirar férias na Inglaterra, sob o pretexto de negociar com a máfia russa mais uns trocados para o clube, quem sabe trazer o Tevez de volta blábláblá. Ficou lá dois meses, ou mais, ninguém sabe ao certo. Nesse período, o time, se não jogou bem, foi satisfatório, acumulou vitórias, esteve entre os últimos invictos do campeonato e figurou na zona de classificação à Libertadores.

Aí Dualib resolve voltar, US$ 140 mil mais pobre (de onde vai sair esse dinheiro? Ah, lógico...). Véspera de clássico contra a porcada. O time perde daquele catadão do Caio Jr., acumula derrotas, entra numa espiral de decadência e flerta com a zona de rebaixamento.

Então, de repente, o Dualib vai embora de novo – por mais 60 dias, pelo menos. No primeiro jogo depois disso, o Corinthians volta a ganhar. Perdemos contra o Vasco, é verdade, mas depois engatamos duas vitórias seguidas, contra Grêmio e Botafogo, times respeitáveis no atual estágio do futebol brasileiro (ou que, pelo menos, que estavam bem à frente da tabela).

Isso é coincidência? É claro que não. É mais do que óbvio que a presença nefasta de Dualib e seu séqüito envenena o Corinthians. O clube não precisa dele, nem de seus acólitos. Pelo contrário: chega. Que não volte nunca mais.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Destino de Zé Roberto deve ser o Al Gharrafa

O ex-botafoguense receberá US$ 1 milhão de clube do Qatar por dez meses de contrato.




Dizem alguns que ele sempre namorou a garrafa. Já este interlocutor acredita que ele será contratado para animar a festa.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Estamos bem, viu.....

Aí você pergunta ao presidente Luis Inácio Lula da Silva: qual é a sua posição em relação aos clubes se transformarem em empresas?

- Vejo gente dizer que é preciso profissionalizar os clubes, que o clube tem de virar empresa, como se fosse num toque de mágica. E, aí, o clube-empresa virou patrocínio de empresa, que põe o nome dela na camiseta, que um torcedor como eu não pode usar, porque não posso fazer merchandising de empresas que pagam o clube.
(Lance, 15/08/2007, pág. 20)

O que dizer de uma barbaridade dessas? Que ele não tem a mínima idéia do que está falando? Que ele não tem competência para falar sobre o assunto? Que está mal-assessorado? Que ele não sabe falar português? Que ele não sabe qual é o seu devido lugar? Que talvez quis fazer uma piada? Que a frase foi retirada de contexto? Isso lá é coisa que presidente fale?

"Estamos perdidos" é pouco. E o pior, gente, não é nem isso, porque sem futebol, vá lá, a gente vive. O pior é que esses caras estão cuidando do setor aéreo, da economia, da distribuição das verbas do governo........

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Mais um monstro saiu do armário

Como o Profeta Ezequiel escreveu aí embaixo, o Corinthians hoje é um armário de onde saem os mais variados monstros para assombrar os torcedores. Marcelinho e Rincón foram dois monstros que de lá saíram recentemente. Dualib foi para lá, mas ainda periga voltar. Já o Carpegiani é um monstro que mandaremos para lá em breve.

Hoje, entretanto, saiu mais um ectoplasma do armário. Betão está de volta. Pois é, quando ele parece que vai........ ele volta. Eu não acredito nisso.

A versão do jogador e de seu procurador tem a ver com o pagamento parcelado das luvas do contrato. Já a versão do clube francês Sochaux (lê-se “sochô”, fazendo biquinho) é a de que, trocando em miúdos, eles esperavam bem mais do que a porcaria que receberam.

Mas o que terá acontecido? Como bom arremedo de cientista social, eu tenho lá minhas hipóteses:

Hipótese 1

Betão chegou para fazer os testes físicos, e pediram pra ele correr numa esteira com aqueles adesivos colados ao corpo. Betão começou a correr, se empolgou, acabou chutando sem querer o medidor de batimentos cardíacos, quebrou a haste do aparelho, se desequilibrou, caiu e, na queda, derrubou a maca em cima do preparador físico, que quebrou a perna.

Hipótese 2

Mandaram Betão participar do coletivo no time reserva. Escanteio para o adversário, Betão sobe mais que todo mundo e... clássico, gol contra. Na descida, Betão tropeça num atacante e cai em cima do zagueiro titular do time, quebrando a sua perna.

Hipótese 3

Os dirigentes levam Betão para ser apresentado à torcida. Ele veste a camisa, cumprimenta alguns torcedores e alguém tem a péssima idéia de entregar a ele uma bola. Betão tenta algumas embaixadinhas, vergonhosamente sem sucesso. Para não ficar por baixo, resolve dar uma bica na bola para as arquibancadas. Erra bisonhamente e acerta a filha do presidente, que estava a dois metros dele, quebrando o nariz da moça.

Hipótese 4

Todas as anteriores. É a mais provável.

Agora é sério: se eu tivesse um milhão de euros sobrando, pagaria para o Betão ficar dois anos sem jogar. Verdade.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Chinelada da semana





A chinelada desta semana vai no projeto apresentado pela diretoria do Santos FC de ampliação da Vila Belmiro. No papel, o estádio passaria a ter 40 mil lugares, contra os pouco mais de 20 mil liberados hoje.

Para defender a obra, a diretoria argumenta que o estádio poderia abrigar finais de Libertadores e Paulista.
Imaginar que aumentar a capacidade vai resolver as reclamações contra mandos de jogos na Vila é ingenuidade ou estupidez.
A decisão evidentemente não é técnica, é política.

Se aumentar pra 40 mil, as Federações estipulam que o mínimo passará a ser de 50 mil, ou inventam outra desculpa pra barrar a Vila

Embora como torcedor a idéia de ver uma Supervila seja agradável, especialmente sonhando em obrigar os adversários a enfrentarem a pressão do caldeirão inclusive nas finais, como sócio preocupado com a saúde financeira do clube, considero um suicídio financeiro.

Alguns santistas mais exaltados argumentam usando o exemplo do Engenhão, que caiu no colo do Botafogo sem nenhum ônus.

Mas aí foi feito com dinheiro público, e a gente já sabe como funciona. Se o governo quiser botar dinheiro para ampliar a Vila, eu quase concordo. Meu único medo, nesse caso, é o altíssimo custo de manutenção que vamos arrumar.

De forma geral, a iniciativa de ampliação da Vila vai na contramão da história.

Na Europa, faz tempo que eles desistiram dos estádios grandiosos, para 80, 90, 100 mil pessoas. Os gigantes modernos não passam de 60 mil, sendo que a maioria fica na faixa dos 30 mil. Na Inglaterra, campeonato mais prestigiado da atualidade, são muito comuns estádios com a capacidade atual da Vila ou pouco maiores...

A explicação por trás desse fato é simples: o futebol deixou de ser uma diversão popular para as massas para ganhar o status de espetáculo. A tendência é se privilegiar o conforto dos presentes e reduzir o número de assentos disponíveis, tornando cada partida um "evento" único, um objeto de desejo. Para as massas, resta acompanhar pela mídia e sonhar com o dia de ir ao estádio pessoalmente.

Na Europa e América Latina, os estádios estão encolhendo. Estádios grandiosos, hoje em dia, só na Ásia, que tem uma realidade completamente diferente...

Até aqui no Brasil, em que o tratamento dado ao futebol passa longe do espetáculo, todos os grandes estádios foram remodelados e tiveram sua capacidade reduzida. Tudo foi feito em nome de mais segurança e conforto, mas também porque não faz sentido manter grandes arenas para um público que não existe mais.

O Morumbi, por exemplo, é um baita elefante branco, um investimento imobilizado altíssimo, com um custo de manutenção estúpido.

Há alguns anos, antes do SPFC começar a conquistar títulos outra vez, saíram várias matérias na imprensa falando das soluções que o clube precisava buscar para sanar as contas.

Só que o SPFC é bom de bastidores. Rapidinho costurou acordos obrigando os rivais a mandarem clássicos e jogos decisivos lá, tendo de pagar aluguel, evidentemente. A FPF, por ser omissa ou corrupta, abandonou o Pacaembu (que tem 45.000 lugares liberados, ou seja, mais do que a "nova Vila") e passou a obrigar a realização desses jogos lá.

Moral da história: o Morumbi dá prejuízo. Só não virou um tiro no pé porque o SPFC faz os trouxas (Gambás, Porcos e até nós) jogarem todas as grandes partidas lá, com a bênção da FPF.

Como não acho que o Santos tenha a mesma força de bastidores, sou contra essa obra maluca, que só vai dar prejuízo aos cofres do clube.


sábado, 11 de agosto de 2007

O monstro do armário

Os voluntariosos deixarão herdeiros. Ezequiel, I: 9, 10

No imaginário infantil, o armário do quarto é um dos primeiros “personagens” a assombrar as crianças nas noites de sono. Dali pode sair o mítico “monstro do armário” e é bom fechá-lo bem fechado e dormir de luz acesa. Com as crianças um pouco mais velhas, vêm apavorá-las a loira do banheiro (ou loira do algodão), lobisomem, mortos-vivos, aparições de todos os vultos e o Gustavo Nery para os corintianos.

O Corinthians de hoje (e já de algum tempo) é um armário de estimação dos tempos de criança de onde à noite saem uns monstros para aterrorizar a vida dos seus pobres torcedores. Rincón, Marcelinho, Dualib e o Vampeta, que tem cara e nome de monstro, mas é mais um fantasminha camarada e boquirroto.

Da grande noite corintiana ainda sairão muitos outros monstros. São Jorge, por favor, me empresta o dragão.

Por falar em criança, nossos vivas aqui à chegada da Giovana, filha do nosso escasso leitor Marcelo que ele acredita ser a mais nova são-paulina na praça, como o pai, mas que a mãe disse ser corintiana. E mãe sempre sabe um pouco mais sobre os filhos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Finalmente, futebol (no post, ao menos)

Muito bem: livramo-nos, pelo menos temporariamente, do caquético; agora, voltemos nossas atenções ao time, pra variar. Vamos colocar um pouco de futebol aqui, porque se formos esperar para ver isso no campo estamos perdidos.

Parece que quanto mais rezamos, mais assombrações aparecem. Quem diabos teve a grande idéia de chamar o Gustavo Nery de volta? Esse cara tem a capacidade de afundar sozinho o time; não havia a necessidade de trazê-lo para ajudar a zaga nessa tarefa, certo?

Tudo contou, claro, com a complacência do técnico. Disse o inteligente Carpegiani após a derrota para o Vasco: "Individualmente, o Gustavo Nery foi forçado a atuar, porque ele ainda não está 100% fisicamente.” Então, porque colocá-lo para atuar improvisado na cobertura quando você tem um volante como Carlos Alberto no banco? É irritante, é idiotice, é burrice, é falta de conhecimento sobre futebol, falta de bom senso. Acho que o Carpegiani é palmeirense, como esse presidente-tampão que aí está.

Após a bem-sucedida campanha “Fora, Dualib!”, inauguro agora a “Fora, Carpegiani!”. Prioridades, amigos, prioridades.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Fora Caio Junior

O Palmeiras, mais uma vez, decepcionou a sua torcida em casa. Empatou com o Internacional e se afastou do G4. O caro Serginho, leitor que defendeu em um comentário que os torcedores precisavam apoiar o time, deve ter ficado orgulhoso – os 15 mil palmeirenses, mesmo num jogo em que o seu time foi plenamente dominado pelo adversário, apoiaram os atletas durante toda a partida, até o golpe final do Inter. Adiantou alguma coisa?

Nem quis ouvir a coletiva de imprensa, tamanho o meu desapontamento com o resultado. Ficaria irritado com as declarações do técnico Caio Junior, que certamente falou que o juiz errou, que o Palmeiras merecia melhor sorte, que a força do time prevaleceu em campo. Enfim, o blábláblá já conhecido. É sempre assim: ele faz cagada e nunca admite.

Vamos ao jogo. O Palmeiras faz 1X0 no começo do primeiro tempo. O jogo, então, segue bastante morno, com o Internacional dominando o meio de campo e tendo a posse de bola. O Palmeiras, com três volantes (claro!), não cria mais nenhuma chance de gol.

A – péssima – surpresa chega rápido: sai o Luis Henrique e entra o William. O Caio Junior fez o seguinte: tirou um atacante e colocou um meia. Deixou o Edmundo, que hoje é um jogador lento e cerebral, sozinho na frente, como um tonto no meio dos zagueiros. É claro que o Palmeiras não produziu mais nada, foi amplamente dominado e tomou o empate. E mais: só não perdeu o jogo graças ao Diego Cavalieri, que fez quatro grandes defesas no final da partida.

Caio Junior viu tudo do banco. Manteve a porra dos três volantes na equipe, colocou aquela bosta de William, que não cria, não faz gol – é verdade que ele tem uma história bonita e é um menino bacana, mas não joga nada – e deixou o Internacional empatar. Ele viu tudo e não fez nada. Ele viu que o Palmeiras estava sendo dominado e não fez nada. Ou melhor, colocou o Rodrigão (risos...) no lugar do Edmundo. Como castigo divino tomou o empate.

Deixo aqui um apelo: mandem esse técnico embora, logo. O Palmeiras não vai chegar a lugar nenhum com ele no comando. Fora Caio Junior!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Eu prefiro o Estevam

O Palmeiras ocupa hoje a sexta posição no Campeonato Brasileiro. A campanha é mediana: 7 vitórias, 5 empates e 5 derrotas. Se seguir nessa toada, o time conquistará apenas a vaga para a Sul-Americana. É pouco. Muito pouco.

Todos – ou, pelo menos, os diletos leitores dessa coluna – conhecem a minha opinião sobre o Caio Junior. Eu não o suporto. Acho-o despreparado, inexperiente e excessivamente retranqueiro. Em síntese, é técnico de time pequeno.

Vejam os exemplos dos últimos jogos. Contra o Juventude, o cenário era o seguinte: o time gaúcho atravessando péssima fase, na zona de rebaixamento, sem técnico e com um time bastante limitado; do outro lado, um Palmeiras também limitado, mas cheio de moral depois da virada contra o Vasco e com boas chances de voltar ao seleto grupo dos 4. Pois bem, tendo em vista esse cenário, não era para o Palmeiras sufocar o adversário – que, certamente, se desesperaria no momento de um placar desfavorável –?

Parece óbvio. Mas não, Caio Junior, que já se acha no direito de mandar uma banana para os torcedores das numeradas do Parque, não pensou assim. Trancou o time, escalou três zagueiros e dois volantes. Depois, precisando empatar o jogo, fez uma alteração arrojada – tirou um zagueiro e colocou um lateral, ignorando o esquema 3-5-2 e postando o time num 4-4-2, com três volantes. É. A alteração arrojada do Caio Junior é deixar o time com três volantes. Contra o Juventude!

Contra o Sport foi ainda pior. Caio armou o time com três zagueiros e dois volantes para enfrentar o Sport, em casa. Ele que se diz entendedor de futebol e que escala o time de acordo com o adversário, “como se faz na Europa”, não deixou de lado as suas convicções defensivistas e engessou o Palmeiras num esquema totalmente inapropriado para as condições do jogo. É claro que rapidamente ele precisou mudar o time.

E mais: perdendo de 1x2, em casa, e com um a mais, ele só resolveu mexer novamente aos 20 minutos do segundo tempo. Tarde demais. O time já estava desesperado e a torcida impaciente. A derrota para o Sport foi imperdoável, absurda.

O Palmeiras ganhou o último jogo. É verdade que o time foi beneficiado pela arbitragem. Mas ganhou, com boa atuação do Valdívia e do Edmundo. Mas, não, o Caio Junior ainda não está convencido de que os dois podem jogar juntos, mais o Luis Henrique.

Ele também adora uma novidade. Recentemente barrou o Edmundo, sob a alegação de deficiência técnica. Vá catar coquinho! O Edmundo manco e cego tem mais técnica do que todos os demais atacantes do elenco juntos. Trata-se de uma burrice dupla: o time perde a qualidade do Edmundo e a torcida, que já é crica, fica ainda mais nervosa.

O Edmundo é o único jogador do elenco capaz de armar o jogo. Também é o que o melhor conclui para o gol. O Palmeiras não pode prescindir dessa(s) competência(s).

Quero ainda lembrar que o Palmeiras praticamente perdeu a classificação no Paulistão em casa, quando com dois a mais, conseguiu empatar com o frágil Guaratinguetá. Sob o comando do Caio Junior, o time também deixou de avançar na Copa do Brasil, quando, novamente em casa, perdeu a classificação para o Ipatinga.

Caio Junior insiste em dizer que faz uma campanha digna no Palmeiras. É mentira. Até o Estevam Soares fez melhor, e com um time pior do que o atual técnico tem nas mãos. Fora Caio Junior. Eu prefiro o Estevam Soares!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Direto do forno

Corre na boca pequena que o São Paulo almeja uma grande contratação: o argentino Juan Sebastián Verón, atualmente no Estudiantes de La Plata. O meia viria para compor o setor mais deficiente do elenco tricolor desde os tempos de Raí e Kaká.

“La Brujita”, apelido do jogador na imprensa argentina, algo como “O Bruxinho”, soma em seu currículo títulos e problemas dentro e fora dos clubes. Apesar de não possuir exatamente o perfil do clube e de seus 32 anos, Verón é o tipo de craque que os torcedores vêm esperando.

Verón assinou seu primeiro contrato aos cinco anos com o Estudiantes de La Plata, graças a seu pai, “La Bruja”, craque argentino dos anos 60, que também lhe cedeu o apelido. Se destacou logo que subiu para o profissional e foi contratado pelo Boca Juniors, clube que lhe serviu de ponte para o futebol Europeu. Da Argentina para a Itália, brilhou na Sampdoria e se transferiu para o Parma, onde ganhou uma Copa da Itália e a Copa da Uefa de 1999. No ano seguinte foi para a Lazio, onde sagrou-se Campeão Italiano, e ainda levantou o caneco da Copa da Itália e da Super Copa Italiana, sempre como capitão.

Antes de se transferir para o Manchester United, La Brujita se envolveu no conhecido escândalo dos passaportes italianos (junto com alguns brasileiros). Passou ainda pelo Chelsea e Inter de Milão, seu último clube europeu, onde jogou ao lado de Adriano. Seu futebol lhe valeu também uma vaga na seleção dos melhores jogadores da Copa do Mundo de 1998.

Verón enfrentou o São Paulo nas quartas-de-final da Libertadores de 2006, logo que voltou ao Estudiantes, e ali já recebeu elogios da diretoria do clube brasileiro.


Estariam os dias de Souza com a camisa 10 contados? Espero que sim...

Reciclem o Pet...

O Santos fechou negócio com dois novos reforços para o restante da temporada: o lateral Baiano e o meia sérvio Dejan Petkovic.

Com Baiano nem devo gastar muita pena. Surgiu na própria Vila Belmiro, em 1996, como um dos jogadores mais burros da história do futebol mundial. Foi dos que mais xinguei até finalmente ele desaparecer do mapa.

Mas jogador ruim não tem jeito, parece ectoplasma nojento de filme B de horror – sempre volta quando você jura que ele está morto. Baiano passou o primeiro semestre no Náutico, de onde foi dispensado, e agora foi cedido “de grátis” pelo Rubin Kazan (AlahKazam?), da Rússia, que pelo jeito quer vê-lo mais longe do que na Sibéria.

Com esse currículo impressionante, ele retorna para causar calafrios aos pobres alvinegros.

Sobre a contratação de Petkovic, 34, indicado por Vanderlei Luxemburgo, a primeira frase que me ocorre é uma do próprio Luxa sobre Giovanni, 34, dispensado por ele em janeiro do ano passado: “Queremos renovar o grupo”. Coerência é o forte do professor.

Petkovic não só é velho como estava encostado desde o início do Brasileiro, quando se desligou do Goiás, onde não fez sucesso. Luxemburgo queria tê-lo trazido ao final de 2004, mas acabou indo para o Real, e a transação foi adiada por três anos...

Só que o tempo passa...

Se hoje nem para o futebol faz-de-conta do RJ ele serve mais, alguém acha mesmo que Pet vai resolver o problema do Santos?

Quem deve ter gostado da contratação são os donos de casas noturnas da baixada. Só falta chamar o Romário pra completar o "movimento".

De resto, Pet bate mesmo muito bem na bola. Se tivesse a possibilidade de entrar só para as bolas paradas, seria uma boa contratação.

Como o futebol não permite isso, o melhor que o Santos pode fazer é mandar logo o PET para a reciclagem... se bem que a latinha de alumínio vale mais.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Chinelada da semana

A chinelada da semana é no invariavelmente parcial e casuísta STJD/RJ.

Em mais uma demonstração inequívoca de desonestidade e premeditação, o tribunal decidiu, sem nenhum fato novo, pela absolvição de Dodô, por 5 votos a 3.

Dodô foi indiciado após a partida entre Botafogo e Vasco pelo uso da substância proibida femproporex, confirmada na contraprova. No primeiro julgamento, ele foi condenado, por unanimidade, a 120 dias de suspensão, só podendo voltar aos gramados em novembro.

A defesa do jogador, com base em análises de laboratório, alegou que houve contaminação de um lote das cápsulas de cafeína.

Independentemente das alegações, Dodô não poderia voltar. A tese historicamente aplicada pelo tribunal aos casos de doping é chamada de “responsabilidade objetiva”, isto é, independentemente da intenção do atleta em se dopar, ele é responsável por tudo o que ingere – e, por conseqüência, pelos danos que venha a sofrer.

Mas, sabem como é, o São Paulo estava encostando na classificação...

domingo, 5 de agosto de 2007

Conversa de porteiro

A coisa é muito rápida porque a passagem pela portaria do prédio é rápida e janelinha, pequena. Mas é mais ou menos assim:

O porteiro: - 1x0.

E eu: - É?

E ele: - Vampeta jogou muito.

Com o Corinthians desse jeito é o suficiente. Uma pequena e expressa boa notícia de porteiro traduz a índole de torcedor e alivia um pouco as dores.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Até nunca mais

"Também, quanto a mim, não pouparei nem me compadecerei; sobre a cabeça deles farei recair o seu caminho." - Ezequiel, 9,10


E foi, foi, foi, foi, foi... o Dualib, o escroque do colarinho branco. Foi embora esse flagelo. O fato mereceria uma narração do Sílvio Luiz. Se voltar, vou-me embora eu, torcer pro Corinthians lá de Bombaim.

Mas essa licença por 60 dias do morfético é a maior chance do Timão de se ver livre de uma das coisas mais perniciosas que o esporte já viu desde que os gregos inventaram os jogos olímpicos em 2 500 AC.

São 60 dias para se tomarem todas as providências possíveis – estatutárias, políticas, sociais, militares, mecatrônicas, aeroespaciais e esotéricas -- para que este senhor passe a jogar futebol de botão com os bisnetos, de preferência nos horário de visita previstos pelo presídio para onde ele deve ir virar pó.

Claro, é tempo de sobra também para achar um bom matador, encomendar o sirviçu e deixar a vida nos levar, vida leva eu, esperando que o Coringueta tenha dias melhores.

Que fique a lição para a humanidade, biblicamente imposta ao Corinthians: se um dia um gângster de filme de 007 bater à porta do seu time oferecendo uma parceria, morra, mas não deixe que um delinqüente de 90 anos aceite. Não aceite parcerias ligadas a fundos internacionais sem fundos, bancos de fachada ligados a senadores coronéis.

Sem brincadeira, mas os milhões de torcedores do Corinthians não mereciam chegar aqui, o futebol mundial não precisava disso, sem querer dizer que o Corinthians é uma grande coisa para o mundo. Falo pelo romantismo, pela poesia de que se revestem a trajetória de times como o Timão, que ao longo de um século conquistaram admiradores ingênuos, trabalhadores, idosos, crianças que até os anos 80 viam nos times apenas motivo para passar bons momentos.

O Corinthians, dono de uma das mais belas histórias entre todas as entidades recreativas do planeta, terminou aliado a uma gente metida com tráfico internacional de armas, expurgos, assassinato, roubos, crimes financeiros que empobrecem milhões. Gente extraditada de seu país, inimigos de governos e povos, uma corja de covardes.

A era Parmalat e o Timão deram lições ao mundo do que não fazer. E eu mesmo reconheço que em algum momento fiz vista grossa, não querendo acreditar. Mas aí está. Espero que ninguém tenha de passar por isso outra vez, ninguém mesmo. É muito ruim.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

A Copa do Mundo é aqui

Ontem pela manhã, na sede da Fifa em Zurique, Suíça, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, entregou o documento oficial com a proposta do Brasil para sediar a Copa de 2014. De acordo com a entidade brasileira, fazem parte do documento uma declaração do governo, assinada pelo próprio Lula, além de “garantias governamentais”, fornecidas pelos ministérios.

Para nós, reles mortais, o que mais interessa é a lista das 18 cidades, possíveis sedes das partidas. Dentre as cidades abaixo, 10 a 12 serão escolhidas como sedes definitivas até 2008:

- Belém - Mangueirão
- Belo Horizonte - Mineirão
- Brasília – Mane Garrincha
- Campo Grande - Morenão
- Cuiabá - Verdão
- Curitiba – Arena da Baixada
- Florianópolis – Orlando Scarpelli
- Fortaleza - Castelão
- Goiânia – Serra Dourada
- Maceió – Arena Zagallo
- Manaus - Vivaldão
- Natal – Estrela dos Reis Magos
- Porto Alegre – Beira-Rio
- Recife/Olinda (candidatura única) – Arena Recife-Olinda
- Rio Branco – Arena da Floresta
- Rio de Janeiro - Maracanã
- Salvador – Arena da Bahia
- São Paulo - Morumbi

Após a confirmação das cidades, quatro estádios seriam construídos especialmente para abrigar os eventos, em Maceió, Natal, Recife/Olinda e Salvador. Os demais passarão por reformas e modernizações.

A despeito de declarações anteriores, Ricardo Teixeira incluiu na lista os estádios Morumbi e Maracanã, os maiores das duas capitais, que devem concorrer para receber os jogos de abertura e encerramento do Mundial. São Paulo e Rio de Janeiro ainda pleitearam mais uma vaga cada, devido às suas participações e representatividade no cenário do futebol, entre equipes e público. Argumentos de amplitude nacional do evento e privilégios vetaram a idéia.

Apesar de tudo, nenhum orçamento foi apresentado, nem mesmo sugerido. Oras, reformar um estádio custa muito. Construir novos custa mais ainda. Isso sem falar na infra-estrutura necessária para cada cidade: hospedagem, alimentação, transporte, segurança.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, ressaltou que o país ainda não tem sua aprovação garantida, lembrando que há tempo de sobra para uma substituição. Inspetores internacionais estarão por aqui entre agosto e setembro para vistoriar as cidades e suas instalações e darão um parecer à Fifa sobre as condições encontradas. Em 30 de outubro, a entidade se pronunciará confirmando ou não o Brasil como sede.

A Copa da Alemanha foi um espetáculo à parte, um novo capítulo na história dos Mundiais. Na França, apenas um estádio foi construído, os demais foram melhorados em sua maioria por iniciativa do governo. A Copa dos Estados Unidos foi toda financiada pela iniciativa privada.

No Brasil, poucos conhecem detalhes do projeto. A única coisa que se sabe é que Ricardo Teixeira é o cabeça do projeto. Preciso falar mais?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Chinelada da semana

A chinelada da semana é na torcida do Santos, que está brincando de avestruz e fingindo que não vê Luxemburgo repetir na Vila a campanha de sucesso a que levou o Palmeiras à segundona em 2002.

Apanhar do Náutico em casa é motivo pra chover havaianas, pilhas, moedas, vasos sanitários e outros bichos no gramado, invadir o CT na segunda, enquadrar o Luxa enquanto ele caminha de Rider na Beira-Mar.

Estranhamente, a torcida do Santos não reagiu com a fúria que o desastre merecia. Acho interessante. O Santos sagra-se campeão paulista, dizemos que é mérito do técnico; chega às semifinais da Libertadores, dizemos que temos um dos melhores elencos do País.

Agora se faz uma campanha ridícula no Brasileiro - com o mesmo técnico e elenco – em quem a torcida bota a culpa? No presidente.

No início da competição, todos os analistas apontavam o Santos como um dos favoritos ao Brasileiro, mesmo com a saída de Zé Roberto. Todos julgavam o Santos um dos elencos mais equilibrados do País, destacando Fábio Costa, Adaílton, Kléber, Maldonado... “jogadores de seleção”, enaltecia o próprio Luxemburgo.

A verdade é que só saíram Zé Roberto e o Cléber Santana (que segundo 99% da torcida e da crítica não vinha jogando nada e cuja saída seria um benefício), e o time desmontou.

Desmontou até em setores que sofreu desfalques, como a defesa, que piorou sensivelmente desde a fixação de Domingos como titular. Também, coitado do Adaílton, marcar o atacante adversário E O DOMINGOS não é fácil...

Mas o pior mesmo vem sendo a criação no meio campo. Está muito claro que Tabata e Pedrinho (aposta principalmente do treinador) não dão conta do recado.

Como Luxa é intocável, as críticas agora, diante do fato óbvio que até uma classificação para Libertadores é improvável, pedrada no presidente.

Tá na hora de acordar, torcida, antes que seja tarde demais...

Fora, Luxemburgo!!!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Desafio a um são-paulino

Essa é velha, mas eu queria postar faz tempo.

Você, são-paulino, quer provar que é um cabra macho? Quer mostrar pra todo mundo que você não tá nem aí para os que chamam a gloriosa torcida tricolor de Bambizada? Quer encerrar de uma vez por todas essa palhaçada?

Então, eu proponho um desafio: vá assistir a um jogo do seu time com uma camisa do Richarlyson - devidamente identificada, claro. Se vocês não tem nada a temer, que mal há nisso?

Quem mandar uma foto comprovando o ato leva uma foto autografada ou da Mari Alexandre nua ou uma foto autografada do Alexandre Frota nu.

Obviamente, vai poder escolher o prêmio.

Corinthians: ame-o ou odeie-o

Na esmagadora maioria das vezes, se um torcedor não é corinthiano, ele é anticorinthiano. Essa é uma verdade na qual eu custei a acreditar. Mas, enfim, é uma verdade.

Senão, vejamos: neste blog existem cinco colunistas, contanto comigo. Dois são corinthianos. Dos outros três, um é porco, o outro é uma sardinha e o terceiro é bâmbi Entretanto, os três não resistiram a abordar, nesta semana, seja como objeto principal do post ou só de passagem, o mesmo assunto: o Corinthians. Tripudiando, claro. Já o corinthiano preferiu enveredar por assuntos mais prosaicos, como a cena futebolística e situação econômica de São Tomé das Letras, corajosamente tentando mudar de assunto.

Tudo bem, eu faria o mesmo, por exemplo, se a bambizada estivesse às portas da Segundona, devendo para todo mundo e com um presidente caquético como o nosso. Gozação faz parte do jogo, e também é parte da graça. Mas esse é só um dos exemplos. Quando o Mumu estava para cair lá na porcada, eu não vi nenhuma campanha “Fica, Mustafá!” por aí. Já o movimento “Fica, Dualib!” já tem até site e abaixo-assinado. Como assim, galera?

Tudo bem, eu explico: em primeiro lugar, falar do Corinthians dá audiência. É uma resposta meio batida, meio porca, meio clichê, mas, enfim, é outra verdade.

Falar do Corinthians, meus caros, é como falar mal do governo (de qualquer governo), é como falar mal da Globo, é como falar mal do chefe no escritório. Se o Lula quer desviar a atenção de alguma cagada sua ou de seus comparsas, o que ele faz? Fala mal do Corinthians. Estou até achando que esses meus três colegas de blog resolveram escrever sobre o Timão para ver se a audiência aqui aumentava, mas nem isso deu jeito (já estamos há algum tempo com 0 comentários...).

Depois disso, vem a raiva. Não que haja um ódio escancarado pelo clube, mas é como se um inconsciente coletivo presente nas demais torcidas não deixasse alguém ser apenas simpático ao Corinthians, sem torcer por ele. Vai ver, é o tamanho da torcida, ou sua composição enraizada no imaginário popular (maloqueiros mal-encarados que falam “curíntcha”), embora as demais torcidas também tenham sua parcela de periferia (quem quiser pode ir assistir a um jogo do São Paulo de arquibancada para conferir).

Então, anti-corinthianos, aí vai um recado: seu truque foi desmascarado. Por mais que vocês insistam, nós somos uma praga. Somos fedidos, maloqueiros, não temos dentes, e estamos aí para incomodar vocês. E vamos ficar por aí, gritando “TODO PODEROSOS TIMÃO” e falando “curíntcha” até vocês terem um infarto de tanta raiva. Somos campeões do mundo, hahaha. E não temos o Rycharlisson no nosso time.

E FORA, MALDITO DUALIB!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Um furo direto do Sul de Minas




“Os voluntariosos tiram férias” – Ezequiel, I: 9-10



Como supostamente estamos no blog do (futebol) politicamente incorreto, tirei férias semana passada e não avisei ninguém. Um cano no blog em praça pública. Desculpo-me publicamente também, perante aqueles que dão com os costados aqui e que deram falta deste profeta perdido. Suponho que seja ninguém. Fica o furo mesmo.

Andei pelo sul de Minas, em São Thomé das Letras, como em muitas vezes. Ouvi pouco de futebol enquanto estive lá. Apenas no domingo, quando cheguei, sobre a vitória contra a Argentina. E depois vi o pequeno Junior, nascido na cidade, convidar minha filha e minha prima a bater uma bola numa roça dos arredores.

Mas fui saber se a cidade teria lá o seu time perguntando ao pai do Junior, Marcio, o Goninho, zagueiro criado nos campinhos de densa poeira da pedra branca, aquele mármore que é a marca da cidade no mundo (vi uma parede feita da pedra no QG do Quarteto Fantástico no segundo filme).

Goninho diz que a cidade e a região têm times amadores formados por amigos, sem vínculo federativo, que disputam campeonatos como a Copa União, da vizinha e simpática cidade de Luminárias, que recebe equipes de São Thomé, Cruzília, São Bento Abade e Conceição do Rio Verde.

Tudo (?) isso a 40, 50 quilômetros de Três Corações, cidade-natal de Pelé. Pensei que seria natural o Sul de Minas soltar uns Pelézinhos por aí, por uma questão de inspiração. Mas o Atlético de Três Corações, o Galo do Sul, chegou apenas aos títulos da Segunda (equivalente à terceira) Divisão do Campeonato Mineiro em 86 e 92.

A região é conhecida mesmo pela natureza intocada e (aqui, infelizmente) pelo misticismo e pelos fenômenos ufológicos (Varginha fica no Sul de Minas e sempre desconfiei mesmo de que Pelé pudesse ser um extraterrestre).

Sempre dá pra melhorar. O hoje estádio municipal de São Thomé das Letras, com capacidade para algo como uns 500 não-pagantes (não se cobram ingressos), ocupa uma área que um dia foi um suposto “campo de pouso de discos voadores”. Já é alguma coisa.

Futebol à parte, São Thomé das Letras é muitas vezes tida por uma cidade de emaconhados (não é) e vive o drama real da degradação ambiental e econômica, resultado da exploração predatória do mármore abundante em detrimento do turismo que a faria uma Ouro Preto, uma Tiradentes ou mesmo uma Paraty. Linda, simples, com a natureza exuberante a emoldurá-la e com um patrimônio histórico próprio de Minas, a cidade merece a visita e o apoio de todos aqueles que gostam das coisas boas da vida. Um bate-bola incluído.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

A(s) síntese(s) da decadência do futebol brasileiro

O Brasileirão de 2007 é o que vem apresentando pior nível técnico, desde que o regulamento passou a contemplar os pontos corridos. O líder do campeonato até o momento é o Botafogo, um time repleto de refugos e cujo craque é o Dodô, conhecido por fazer gols bonitos e também por amarelar em momentos decisivos. A primazia do Fogão sintetiza a decadência do futebol que é praticado atualmente por aqui.

O segundo colocado, o São Paulo, manteve o elenco que foi campeão no ano passado e ainda contratou um ótimo jogador, o Dagoberto. Mas, mesmo declarado como o melhor plantel do País, o time não emplacou nesse ano. Claro! Em algum momento esse time, que possui jogadores medianos como Souza, Hugo, Leandro, Aloísio, entre outros, teria que parar de jogar bola. Era previsível. Vale ainda lembrar que time do Morumbi conseguiu a proeza de levar o título em 2006 com um ataque formado pelo Aloísio, um centroavante que não faz gols, e pelo Leandro, outro refugo que só sabe firular e que também, incrivelmente, não sabe balançar as redes. Aliás, não dá para entender como a mídia é complacente com o Aloísio. Ele também é a síntese do atual futebol brasileiro: um camisa 9, dos poucos tradicionais que ainda jogam no Brasil, que não cumpre sua principal missão, fazer gols.

O Palmeiras, na figura do técnico Caio Junior, também traduz o péssimo momento que atravessa o futebol brasileiro. Eu pergunto: o Caio Junior tem currículo para assumir um time grande como o Palmeiras? É claro que não tem. A novidade do técnico, agora, é implantar um rodízio entre os atacantes do time. A alegação é que precisa dar ritmo para todos os jogadores e que a prática é bastante comum na Europa – “os jogadores e torcedores brasileiros terão que se acostumar com isso”, ele disse. Alguém precisa explicar para ele que no Inter sai o Ibrahimovich e entra o Adriano ou sai o Crespo e entra o Recoba ou o Martins. Os caras têm quantidade e qualidade lá. O Caio Junior também acha que pode mandar uma banana para os torcedores da numerada do Palestra Itália. Ele não pode! Por dois motivos: 1- não tem moral para reclamar de nada; 2- vaias não significam desrespeito, significam sim descontentamento com um time que perdeu duas classificações facílimas em casa, sob o comando do próprio Caio Junior.

Mas o time que, realmente, mais sintetiza a decadência do futebol brasileiro é o Corinthians. Nem precisamos explicar os porquês. Basta abrir as páginas dos jornais na cobertura.... policial. Meu Deus! É feia a situação do futebol brasileiro.